Os recentes terremotos registrados na América Latina e na Itália reacenderam o debate sobre a preparação para desastres naturais. Na região de Napoli, especificamente nos Campi Flegrei, um tremor de magnitude 4,7 foi sentido em 31 de julho, causando interrupções de energia e problemas no transporte. Em maio, outro abalo de 4,4 já havia sido registrado na mesma área, com epicentro no mar.

Os Campi Flegrei são uma área vulcânica ativa, onde a atividade sísmica está ligada ao fenômeno do bradisismo, que envolve a elevação e o rebaixamento do solo. A população local convive com a necessidade de monitoramento constante. Especialistas fazem uma distinção: terremotos não são consequência das mudanças climáticas, assim como o El Niño não provoca abalos sísmicos. O fenômeno climático, relacionado ao aquecimento do Pacífico, pode afetar cerca de 16 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe, com impacto em temperaturas, agricultura e preços de alimentos.

A avaliação é que a magnitude de um fenômeno natural é apenas parte do problema. A quantidade de pessoas expostas, a qualidade das construções, a existência de sistemas de alerta e a capacidade de resposta do poder público são fatores que determinam a gravidade de uma tragédia. A prevenção, nesse sentido, é tratada como política pública que envolve planejamento urbano, infraestrutura e educação da população.

Na América Latina, a desigualdade social amplia os efeitos de desastres. Comunidades em áreas de risco e cidades com crescimento desordenado tendem a sofrer mais. O impacto de uma seca ou enchente chega à mesa do cidadão pelos preços dos alimentos e atinge a economia local. A defesa é de que a prevenção seja tratada como questão de segurança humana, econômica e alimentar.

A experiência italiana com terremotos e a convivência com riscos vulcânicos são citadas como exemplo de monitoramento. A cooperação internacional para compartilhar tecnologias e protocolos de emergência é apontada como caminho para reduzir vulnerabilidades. A conclusão é que, embora não seja possível impedir fenômenos naturais, é possível reduzir suas consequências com planejamento e investimento em segurança.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.

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