Um terremoto de magnitude 4,7 atingiu a região de Campi Flegrei, perto de Nápoles, no sul da Itália, nesta sexta-feira (31), segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália (INGV). O tremor foi registrado às 19h46 no horário local (14h46 em Brasília). O epicentro ficou na região de Campi Flegrei, a oeste de Nápoles, a cerca de 3 quilômetros de profundidade, o que é considerado próximo da superfície e pode ampliar a intensidade sentida pela população.

Oito pessoas ficaram feridas, conforme informações da imprensa local. De acordo com a agência de notícias italiana ANSA, o evento causou apagões, danos a edifícios e a suspensão do transporte público. Um trecho da parede de um prédio desabou na Via Pergolesi, em Pozzuoli. Pedras caíram da fachada sobre carros estacionados, mas não houve vítimas no local. Outros desabamentos foram relatados entre Pozzuoli e Bagnoli, também sem atingir moradores, segundo a ANSA.

O terremoto desencadeou um “enxame sísmico” na área. Conforme comunicado do Observatório do Vesúvio, vinculado ao INGV, ao menos dez tremores com magnitude igual ou superior a 0,0 foram detectados até as 20h25 locais, com magnitude máxima de 4,7. Esse foi um dos terremotos mais fortes já registrados na região, de acordo com a imprensa local. A área registra atividade sísmica frequente nos últimos anos, com episódios de elevação do solo e tremores que levaram as autoridades a reforçar planos de evacuação.

A primeira-ministra Giorgia Meloni acompanha a situação. O chefe do departamento de Proteção Civil, Fabio Ciciliano, convocou uma reunião da Unidade de Crise para coordenar a resposta, segundo a ANSA. O prefeito de Nápoles, Michele di Bari, convocou o Centro de Coordenação de Resgate. Ele consultou os prefeitos de Pozzuoli e Bagnoli para avaliar a situação tanto na região dos Campos Flégreos quanto na cidade de Nápoles. O ministro da Proteção Civil, Nello Musumeci, afirmou que o governo tem atuado para dar assistência à população.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.

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