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Casa e Jardim

Sala e cozinha juntos: como separar cheiro e barulho sem fechar a luz

Sala e cozinha juntos ganham luz e espaço e perdem para o cheiro de fritura e o barulho da louça; divisória de vidro, bancada e exaustor devolvem o que a integração tirou.

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sala e cozinha juntos

sala e cozinha juntos

A parede caiu, a sala ganhou três metros, a luz da janela da cozinha chegou ao sofá e, na primeira sexta-feira de fritura, o cheiro chegou ao quarto. É a experiência de quase todo mundo que integrou os dois ambientes nos últimos anos: o ganho é real e o preço aparece na rotina, com a louça suja à vista da visita, a televisão disputando com o liquidificador e a gordura assentando no estofado. Ter sala e cozinha juntos funciona quando alguma coisa separa os dois sem fechar de novo, e há quatro jeitos de fazer isso, do mais barato ao mais definitivo. Este texto compara os quatro, mostra o que resolve cheiro e barulho de verdade e diz quanto custa cada um.

Aqui estão o que a integração ganha e o que perde, as quatro formas de separar sem fechar e a tabela de comparação. Entram o que resolve cheiro, gordura e ruído, piso e luz contínuos, a ordem da obra, as faixas de preço e as dúvidas mais comuns.

Sala e cozinha juntos: o que ganha e o que perde

A integração ganha luz, porque a janela de um ambiente ilumina o outro. Ganha espaço, porque a parede de quinze centímetros e o corredor somem. E ganha convivência, porque quem cozinha participa da conversa. Do outro lado, a bagunça da pia fica à vista, geladeira e máquina de lavar louça entram na sala, e o cheiro da fritura se espalha pela casa inteira.

Em apartamento pequeno, o ganho de espaço compensa; em casa grande, muita gente volta a fechar depois de dois anos, e é aí que o vidro entra, porque fecha sem devolver a parede.

A decisão certa não é integrar ou não: é integrar com alguma coisa no meio. Quem mora de aluguel escolhe a bancada, que sai junto na mudança; quem está no imóvel próprio pensa no vidro.

Quatro formas de separar sem fechar

A bancada é a mais simples: um balcão na altura de mesa ou de pia marca a divisa, esconde a louça do lado da sala e serve de apoio para o café. Meia parede, até um metro e vinte, faz o mesmo em alvenaria e ainda recebe tomada e nicho. Já a divisória envidraçada, fixa ou deslizante, é a que mais resolve: segura cheiro e boa parte do ruído quando está fechada e deixa a luz passar sempre. No vão inteiro, a folha de correr em vidro é a versão que abre e fecha por completo, e custa mais.

Nas cidades históricas de Minas, onde a casa antiga tem pé-direito alto e cozinha no fundo, o vidro com esquadria preta virou o jeito de abrir a planta sem descaracterizar a fachada. Uma lista de vidraçarias em São João del Rei, com endereço e telefone, ajuda a pedir orçamento da divisória em duas ou três antes de derrubar qualquer parede. A medida final só se tira com o vão pronto e o piso assentado, porque dois centímetros de diferença no vão viram uma folha que não fecha.

Comparativo entre os quatro

O que cada separação resolve
SeparaçãoCheiro e barulhoLuz
BancadaNão resolvePassa toda
Meia paredePoucoPassa quase toda
Vidro fixoResolve o barulhoPassa toda
Vidro com folha deslizanteResolve os dois, fechadaPassa toda

Cheiro, gordura e ruído

Exaustor de verdade, com duto para fora, é o que tira o cheiro; a coifa que só filtra e devolve o ar para a cozinha resolve a gordura e não o cheiro. Cozinhar com o vidro fechado e o exaustor ligado segura noventa por cento do problema; o resto é janela aberta na cozinha, e não na sala, para o ar sair pelo lado certo.

A gordura em suspensão assenta em tudo que fica a menos de três metros do fogão, e sofá de tecido, cortina e quadro do lado da sala pedem distância ou vidro no meio.

Ruído se resolve com laminado acústico na divisória, que corta metade do som, e com eletrodoméstico silencioso: geladeira e lava-louças de menos de quarenta decibéis custam pouco a mais e mudam a sala. Tapete embaixo da mesa e sofá de tecido absorvem o eco que o piso de porcelanato devolve, e a sala integrada sem nada macio vira caixa de ressonância.

Piso e luz contínuos

O que faz os dois ambientes parecerem um só, mesmo com vidro no meio, é o piso igual, sem soleira, e o teto na mesma cor. Porcelanato que aguenta gordura e água na cozinha serve na sala também, e o desnível de dois centímetros entre os dois é o erro que mais aparece em reforma antiga. Rodapé igual dos dois lados e rejunte da mesma cor fecham o efeito.

A luz segue a mesma lógica: trilho ou spots na cozinha e pendente sobre a bancada, com a mesma temperatura de cor da sala, em vez da lâmpada fluorescente branca de um lado e a quente do outro. Interruptor separado para a cozinha permite apagar a bancada e deixar só a sala acesa na hora do filme.

Em que ordem fazer

  1. Confirmar com engenheiro que a parede não é estrutural antes de qualquer marreta.
  2. Decidir a separação: bancada, meia parede, vidro fixo ou deslizante.
  3. Passar elétrica e o duto do exaustor enquanto a parede está aberta.
  4. Assentar o piso contínuo e pintar teto e paredes na mesma cor.
  5. Instalar o vidro por último, com a medida do vão pronto e a pintura seca.

O passo um não se pula: parede estrutural derrubada é a causa mais comum de rachadura no andar de cima. Em prédio, a administração precisa aprovar o projeto antes de o pedreiro entrar.

Quanto custa

Derrubar uma parede de alvenaria comum, com entulho, fica em geral entre R$ 800 e R$ 2.000. Bancada de granito com base de alvenaria, entre R$ 1.200 e R$ 3.000; meia parede acabada, entre R$ 600 e R$ 1.500. Vidro temperado fixo com esquadria de alumínio preto, para vão de 2,5 m por 2,4 m, entre R$ 2.500 e R$ 5.000. Com folha deslizante, entre R$ 4.000 e R$ 8.000; em laminado acústico, de vinte a trinta por cento a mais.

Exaustor instalado com saída para fora, entre R$ 700 e R$ 2.500. O orçamento por escrito, com espessura do vidro e tipo de esquadria, é o que vale.

Perguntas frequentes sobre a integração

Sala e cozinha juntos espalham cheiro pela casa?

Sem exaustor de verdade e sem nada no meio, sim, até o quarto do fundo. Vidro fechado na hora de cozinhar e ar saindo para fora seguram quase tudo.

Bancada resolve o cheiro?

Não. Resolve a louça à vista e dá apoio para o café. Cheiro e ruído pedem vidro ou exaustor de verdade.

Vidro no meio escurece a sala?

Não. Vidro incolor deixa passar a luz inteira; jateado ou canelado tira a visão da bagunça e mantém a claridade, e o fumê escurece um pouco.

Pode derrubar qualquer parede?

Não. Parede estrutural não sai de jeito nenhum. Engenheiro confirma antes, e em prédio a administração precisa aprovar o projeto.

Quanto custa a divisória deslizante?

Entre R$ 4.000 e R$ 8.000 para vão de 2,5 m, em temperado com esquadria preta; laminado acústico custa de vinte a trinta por cento a mais.

Piso da cozinha pode ser o mesmo da sala?

Pode, e deve: porcelanato que aguenta gordura serve nos dois e apaga a divisa no chão, desde que o nível seja o mesmo.

Resumo

Sala e cozinha juntos ganham luz, espaço e convivência e perdem para cheiro, gordura e barulho; a saída é integrar com alguma coisa no meio. Bancada e meia parede escondem a louça e custam pouco; vidro fixo corta o ruído; folha deslizante em vidro fecha cheiro e som quando precisa e abre no resto do tempo. Exaustor para fora, piso contínuo e luz igual nos dois lados completam. A ordem é engenheiro, separação, elétrica, piso e vidro por último, com orçamento por escrito.

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