O Governo Federal apresentou na terça-feira (12) dados que mostram avanço na regularização de dívidas rurais e na ampliação do crédito para agricultores familiares. As informações foram divulgadas em entrevista coletiva e tratam dos mecanismos de renegociação do Desenrola Rural e da expansão das linhas de microcrédito para o campo.

O adjunto da Dívida Ativa da União e do FGTS da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), Theo Lucas Borges, informou que os produtores rurais terão condições especiais para regularizar seus débitos. Entre as medidas, estão descontos de até 100% sobre juros, multas e encargos legais, além da possibilidade de parcelamento em até 145 vezes.

Atualmente, existem 292,2 mil inscrições de débitos de agricultores e pequenos produtores rurais na dívida ativa da União, totalizando R$ 26,2 bilhões. Theo Lucas Borges afirmou que os resultados da primeira etapa do Desenrola Rural estimularam novas oportunidades de regularização.

Segundo ele, entre fevereiro de 2025, quando a iniciativa foi lançada, e janeiro deste ano, foram feitos mais de 500 mil acordos, com negociação de cerca de R$ 20,3 bilhões em dívidas. Desse total, mais de R$ 17,3 bilhões foram apenas na dívida ativa da União. O representante da PGFN disse que a retomada da iniciativa ajuda a estratégia do governo de fortalecer a agricultura familiar e ampliar o acesso ao crédito rural.

Na mesma coletiva, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, destacou a ampliação do microcrédito rural no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O foco, segundo ela, são mulheres, jovens e agricultores em situação de maior vulnerabilidade social.

De acordo com a ministra, em 2023 o limite do microcrédito rural da linha Pronaf B passou de R$ 6 mil para R$ 12 mil por família. Ela também informou a criação de uma linha específica para mulheres rurais, com possibilidade de contratação adicional de até R$ 15 mil para projetos produtivos próprios.

Segundo os dados apresentados, a medida ampliou o acesso feminino ao crédito rural e fortaleceu a autonomia econômica das mulheres no campo. Com os financiamentos, produtoras passaram a investir em atividades como criação de aves, ovinos, caprinos e produção agroecológica.

Os representantes do governo afirmaram que o desafio para a próxima safra é manter a ampliação do acesso ao crédito, fortalecer a produção de alimentos, incentivar a sucessão rural e consolidar políticas de inclusão produtiva no campo.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.