A ex-procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, defendeu a atuação do governo de Donald Trump no caso Jeffrey Epstein perante uma comissão do Congresso nesta sexta-feira (29). Bondi foi demitida pelo presidente em abril e testemunhou em uma audiência fechada da Câmara de Representantes.

Congressistas democratas e vítimas do criminoso sexual haviam pedido uma audiência pública. Em suas declarações iniciais, Bondi defendeu o trabalho do Departamento de Justiça, mas reconheceu “erros no processo de edição” dos documentos divulgados. Ela afirmou que o objetivo era proteger a identidade de potenciais vítimas.

“A principal conclusão é que justiça e transparência neste caso foram alcançadas a pedido do presidente Trump e de seu governo”, disse Bondi. A controvérsia sobre a divulgação dos documentos de Epstein persegue Trump desde o início de seu segundo mandato. No ano passado, o presidente republicano pediu a seus apoiadores que superassem o assunto.

O Departamento de Justiça afirma ter divulgado todos os documentos que era obrigado a tornar públicos. “Chega de mentiras, chega de acobertamentos. É hora de Pam Bondi responder às nossas perguntas”, declarou o representante democrata Robert Garcia nas redes sociais antes da audiência.

Bondi tornou-se figura central no caso Epstein após declarar, ao assumir o cargo em 2025, que a suposta lista de clientes do criminoso estava em sua mesa. Depois, o Departamento de Justiça e o FBI negaram a existência da lista. Trump demitiu Bondi em abril, frustrado com a incapacidade dela de processar oponentes políticos, segundo a imprensa dos EUA.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.