Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta terça-feira (14), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei (PL) 2.162/2023. O projeto trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.

A parlamentar argumentou que a medida deve ser analisada com base em um relatório em elaboração pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. Segundo Damares, a CDH está realizando visitas a unidades prisionais para individualizar a conduta de cada preso, algo que, em sua visão, não foi feito pela Suprema Corte.

Ela destacou casos como o de um agricultor de Santa Catarina que contribuiu com R$ 500 para uma caravana e pessoas que participaram em um ‘efeito manada’, sem serem responsáveis pela organização dos atos. ‘Quem foi responsável, quem organizou, que tenha a sua pena, que cumpra, mas nós temos uma massa de pessoas ainda encarceradas que foram naquele efeito manada e pessoas que nem estavam aqui’, disse a senadora.

Damares relatou ter visitado recentemente a Penitenciária da Papuda, em Brasília, onde conversou com três presos, incluindo um idoso doente. O requerimento para essas visitas foi aprovado por unanimidade na CDH, com apoio de parlamentares de diferentes correntes políticas.

A senadora enfatizou que o trabalho busca tratar o tema sem polarização ideológica e à luz dos direitos humanos. ‘Nós repudiamos qualquer atentado contra a democracia, é claro. Mas o 8 de janeiro, especificamente com os que estão recolhidos pela depredação de patrimônio, a gente vai precisar ter uma atenção especial. Estamos fazendo um trabalho sério’, afirmou.

Para Damares, o relatório poderá contribuir para debates futuros no Congresso Nacional sobre o assunto. O veto presidencial ao projeto de lei é o ponto central da discussão, que busca revisar a aplicação das penas com base na análise individual de cada caso relacionado aos eventos daquela data.

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Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.