O Ciclo Nacional da Ecoeficiência (CNE 2026) mobilizou cem empresas em sua primeira semana de lançamento. A iniciativa é liderada pela Econext e pela Químea Inteligência Ambiental.
O movimento foi lançado em 07 de abril. A rápida adesão de cem inscritos em sete dias mostra a procura das empresas por um modelo de competitividade que alia eficiência operacional e uso inteligente de recursos.
Dados do setor de gestão indicam que desperdícios operacionais podem representar perdas de até 30% do faturamento de uma empresa no Brasil. No cenário global, a economia circular deve movimentar US$ 4,5 trilhões até 2030.
O ciclo pretende transformar o que era visto como custo ambiental em vantagem competitiva e margem de lucro para o setor produtivo.
A liderança de Marçal Paim no projeto é baseada em sua experiência. Ele é mestre em Engenharia de Produção pela UFSM, autor de livros sobre gestão de resíduos e fundador da Químea, em 2003, hoje a maior rede de franquias ambientais do país.
Sua trajetória de consultor para arquiteto de soluções digitais dá ao ciclo uma base técnica. O objetivo é que os diagnósticos feitos tenham precisão e viabilidade econômica.
A metodologia do trabalho se concentra em cinco áreas: produtividade, gestão, energia, água e resíduos. O processo oferece um diagnóstico ágil e uma autoavaliação gratuita para os gestores.
Com isso, as empresas podem ver rapidamente onde há chances de melhorar seus processos. A ideia é criar um efeito em rede, onde a eficiência de uma empresa impulsione toda sua cadeia produtiva.
As cem primeiras organizações inscritas são de diversos portes. Isso indica que o tema da ecoeficiência não interessa apenas a grandes corporações, mas também a negócios menores.
O engajamento inicial sinaliza uma mudança de mentalidade no empresariado. A otimização de processos passa a ser encarada como parte central do crescimento.
O ciclo terá um Ranking Nacional de Competitividade Ecoeficiente. As empresas que participam garantem um posicionamento diferenciado perante investidores e consumidores que valorizam transparência e eficiência.
O esforço conjunto da Econext e da Químea visa iniciar um legado de inovação e resiliência para a economia brasileira. O projeto marca o início de uma nova fase na gestão de resultados no país.
A colunista Analice Nicolau relatou o lançamento do sistema, que ocorreu na sede do Sebrae. O movimento é descrito como um resgate da força do empresário que produz, focando na eficiência como caminho para a competitividade.

