Quanto tempo dura a cirurgia de catarata? Principais etapas e tempo necessário para o paciente permanecer na clínica
A cirurgia de catarata propriamente dita costuma durar menos de uma hora, mas esse não é o tempo total que o paciente deve considerar ao organizar o dia do procedimento. Além da operação, existem etapas de preparação e recuperação antes da alta.
Segundo o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), a cirurgia costuma levar entre 20 e 45 minutos e normalmente permite que o paciente volte para casa no mesmo dia. O período total no hospital ou clínica, entretanto, pode ser maior e varia conforme o protocolo do serviço, a anestesia utilizada e as características individuais.
Por isso, quem está se preparando para a cirurgia precisa considerar duas perguntas diferentes: quanto tempo dura o procedimento e quanto tempo será necessário permanecer no estabelecimento.
Quanto tempo dura a cirurgia de catarata?
O NHS informa uma duração habitual de 20 a 45 minutos. Outros materiais de hospitais vinculados ao sistema britânico apresentam intervalos semelhantes, embora algumas cirurgias possam ser concluídas em menos tempo.
Esses números devem ser entendidos como referências, e não como previsão individual. Características da catarata, condições do olho, técnica utilizada e particularidades identificadas durante o procedimento podem interferir na duração.
Um material do Hull University Teaching Hospitals NHS Trust faz uma distinção especialmente útil: informa que a operação geralmente leva de 15 a 20 minutos, podendo chegar a 45 minutos, mas esclarece que esse período não inclui anestesia e recuperação.
É justamente essa diferença que explica por que uma cirurgia relativamente rápida pode exigir uma permanência maior no estabelecimento.
O preparo começa antes de entrar na sala cirúrgica
O paciente chega ao serviço antes do horário efetivo da operação para cumprir as etapas de preparação previstas pela equipe.
Entre os procedimentos realizados no dia pode estar a aplicação de colírios para dilatar a pupila. Também são realizadas as conferências de segurança e os demais preparativos definidos pelo serviço.
O NHS explica que a dilatação da pupila ocorre antes da operação e que o olho é anestesiado para o procedimento. A anestesia local pode ser realizada com colírios, injeção ou uma combinação das duas técnicas.
O tempo destinado a essa preparação não é necessariamente igual para todos. Por isso, a orientação de horário de chegada fornecida pelo hospital ou clínica deve prevalecer sobre estimativas encontradas na internet.
O que acontece durante a cirurgia
Na maioria dos casos, a cirurgia é realizada com anestesia local e o paciente permanece acordado. Ele pode perceber luzes, movimentos e alterações de luminosidade, embora não consiga visualizar em detalhes o que está sendo feito.
Na técnica de facoemulsificação, utilizada frequentemente no tratamento da catarata, o cirurgião realiza uma pequena incisão e utiliza ultrassom para fragmentar o cristalino opacificado. O material é removido e uma lente intraocular é implantada para substituir o cristalino.
A American Academy of Ophthalmology (AAO) também descreve o procedimento como uma cirurgia que pode ser realizada em centro cirúrgico ambulatorial ou hospital, com anestesia do olho e implantação de uma lente intraocular após a retirada do cristalino com catarata.
O que acontece depois da cirurgia
Concluído o procedimento, o paciente ainda passa pelas etapas previstas pelo serviço antes de receber alta. O olho pode receber um curativo ou protetor, e a equipe fornece as orientações para os primeiros dias de recuperação.
O NHS informa que, em condições habituais, o paciente pode retornar para casa no mesmo dia, mas não deve dirigir na volta.
A visão pode permanecer embaçada durante o início da recuperação. A American Academy of Ophthalmology explica que alguma visão borrada pode ocorrer enquanto o olho e o cérebro se adaptam à nova lente e recomenda que o paciente pergunte ao oftalmologista quando poderá voltar a dirigir.
Depois da alta, o paciente deve seguir as orientações específicas do oftalmologista sobre uso de colírios, proteção do olho e retomada das atividades. Esses cuidados pós-operatórios não devem ser confundidos com recomendações gerais de prevenção e saúde ocular, que continuam importantes depois da recuperação. Entre elas está a proteção contra a radiação ultravioleta, e vale entender como saber se os óculos de sol estão realmente protegendo os olhos, já que lentes escuras, por si só, não garantem proteção adequada contra os raios UV.
Quanto tempo é preciso permanecer na clínica?
Não existe um período único que possa ser aplicado a todos os pacientes e estabelecimentos. A permanência inclui preparação, cirurgia e as etapas necessárias antes da liberação para casa.
O que pode ser afirmado com maior segurança é que o tempo da cirurgia não corresponde ao tempo total da permanência. Um procedimento de 20 ou 30 minutos, por exemplo, não significa que o paciente chegará à clínica e poderá ir embora meia hora depois.
Por isso, antes da data marcada, é recomendável confirmar diretamente com o estabelecimento o horário de chegada e a previsão aproximada de alta. Isso permite organizar transporte, acompanhante e outros compromissos sem depender apenas da duração estimada da operação.
E quando os dois olhos têm catarata?
Quando existe indicação de tratamento nos dois olhos, o planejamento depende da avaliação do oftalmologista e do protocolo adotado.
A cirurgia sequencial em dias diferentes é uma possibilidade frequente, mas não convém afirmar que os dois olhos necessariamente serão operados separadamente. Existem situações e protocolos nos quais a cirurgia bilateral pode ser realizada no mesmo dia.
Para o paciente, o mais importante é perguntar ao cirurgião qual estratégia foi indicada para seu caso e, quando os procedimentos forem separados, qual será o intervalo previsto entre eles.
Como se organizar para o dia da cirurgia
As orientações fornecidas pela equipe devem ser seguidas desde o período anterior à cirurgia. Jejum, medicamentos de uso contínuo e horário de chegada, por exemplo, podem variar conforme o protocolo e as condições clínicas do paciente.
A American Academy of Ophthalmology orienta que o paciente informe ao oftalmologista os medicamentos que utiliza e explica que pode haver instruções específicas sobre alimentação e medicação antes da operação.
Também é importante organizar antecipadamente a volta para casa. Como não se deve dirigir imediatamente após o procedimento, transporte e eventual necessidade de acompanhante precisam ser confirmados com o serviço.
O que observar ao escolher onde realizar o procedimento
Além de conhecer o tempo aproximado da cirurgia, vale entender como o estabelecimento organiza as diferentes etapas do atendimento. Estrutura para avaliação oftalmológica, planejamento pré-operatório, centro cirúrgico adequado e acompanhamento depois do procedimento são aspectos que podem ser considerados na escolha.
A localização também pode ter importância prática, principalmente porque o tratamento não termina na saída da sala cirúrgica. Consultas e avaliações posteriores podem exigir novos deslocamentos até o serviço escolhido.
Em grandes centros urbanos, onde existem diferentes opções de atendimento oftalmológico, procurar uma estrutura que concentre essas etapas pode facilitar a continuidade do cuidado. No Rio de Janeiro, por exemplo, pacientes que pesquisam onde realizar a cirurgia de catarata podem considerar, além da localização, a estrutura disponível para avaliação, procedimento cirúrgico e acompanhamento pós-operatório.
Independentemente da cidade ou do estabelecimento escolhido, a indicação da cirurgia e o planejamento do procedimento devem ser individualizados pelo oftalmologista responsável.
Afinal, quanto tempo reservar para a cirurgia de catarata?
A cirurgia propriamente dita costuma ser relativamente rápida. O NHS utiliza como referência um período de 20 a 45 minutos, mas esse intervalo não representa toda a permanência no estabelecimento.
Preparação, anestesia, procedimento e cuidados antes da alta fazem parte do mesmo dia e têm duração variável. Em vez de organizar compromissos com base apenas nos minutos da cirurgia, o mais seguro é perguntar ao serviço qual é a previsão de permanência para aquele paciente.
Assim, a resposta à pergunta do título tem duas partes: a operação geralmente dura minutos, enquanto a experiência completa exige mais tempo. E é o segundo período que deve orientar o planejamento do dia.
Fontes
NHS — Cataract surgery. Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido. Disponível em nhs.uk.
Organização Mundial da Saúde — Blindness and vision impairment, ficha informativa de 10 de fevereiro de 2026. Disponível em who.int.
Conselho Brasileiro de Oftalmologia — As Condições da Saúde Ocular no Brasil. Disponível em cbo.net.br.
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