O Novo Desenrola Brasil, programa do governo para reduzir o endividamento das famílias, pode abranger 27,7 milhões de clientes e um estoque de R$ 97,3 bilhões, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em comunicado divulgado nesta segunda-feira, 4. O cálculo considera o público-alvo da iniciativa: consumidores com renda de até cinco salários-mínimos e dívidas em cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor (CDC).

Na nota, a Febraban reafirmou o compromisso do setor bancário com a renegociação das dívidas das famílias brasileiras. A entidade destacou que a inadimplência e o comprometimento da renda estão em níveis recordes, principalmente entre pessoas de menor poder aquisitivo. Diante disso, a federação considera necessário somar esforços com o setor público e outras associações para construir uma solução capaz de dar fôlego financeiro a milhões de brasileiros.

Segundo a Febraban, o programa foi construído em consenso entre as entidades do setor e o Ministério da Fazenda. O objetivo é oferecer alívio imediato aos mais endividados e recuperar gradualmente o acesso responsável ao crédito. “Com as condições anunciadas, a expectativa dos bancos é que as famílias se sintam atendidas em sua real capacidade de pagamento ao repactuarem seus compromissos”, diz o comunicado.

A Febraban afirmou que a oferta de garantias para uma parte das dívidas renegociadas mostra a corresponsabilidade do Estado no processo. Para a entidade, isso é decisivo para reduzir o custo do crédito. O mecanismo permite juros menores que os das modalidades originais e transforma dívidas mais caras em parcelas mais acessíveis.

“Para os bancos, a repactuação das dívidas reduz o custo da inadimplência, cria incentivos e favorece o ambiente de crédito para os mais endividados”, acrescenta a federação.

Por fim, a Febraban pediu que o Novo Desenrola Brasil seja acompanhado de iniciativas de educação financeira. “Isso é essencial para apoiar as famílias no uso consciente do crédito, evitar o reendividamento e consolidar os ganhos sociais e econômicos esperados do programa”, conclui a nota.

Share.
Cristina Leroy Silva

Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.