Hoje em dia, com a casa se destacando na rotina, a decoração maximalista se torna um manifesto sensorial. Esse estilo não segue regras fixas, mas valoriza a mistura de cores, texturas e referências pessoais. O resultado são ambientes que contam histórias e refletem a diversidade das personalidades. Inspirado pela liberdade criativa, o maximalismo é uma forma intensa e humana de viver, onde cada detalhe tem seu valor.

Esse estilo vai muito além de simplesmente acumular objetos. O maximalismo pede uma curadoria cuidadosa. Cada peça tem um propósito: obras de arte combinando com móveis de diferentes épocas, tecidos vibrantes convivendo com materiais refinados. Além disso, padrões podem se sobrepor, desde que respirem uma narrativa coesa. Nos espaços, é possível ver uma conversa visual rica, cheia de detalhes que se revelam a cada visita.

O maximalismo como tradução da identidade do morador

Sala de estar integrada à sala de jantar com mesa central, cadeiras, painel de madeira e área de estar ao fundo
O maximalismo reflete memórias e desejos, organizados de forma harmônica (Projeto: Camila Palladino | Imagem: David Aranha)

A arquiteta Camila Palladino define o maximalismo como um exercício de escuta e tradução. Para ela, não se trata de um acúmulo aleatório, mas de ter coragem para juntar referências, lembranças e desejos em uma composição harmônica. No trabalho dela, a combinação de estilos e a valorização dos gostos pessoais do morador são fundamentais na criação de ambientes autênticos.

Cores intensas, camadas e iluminação

Quarto com cama posicionada junto à parede azul, criado-mudo lateral e porta de madeira
Uso de cores e materiais mostra a identidade do morador no maximalismo (Projeto: Camila Palladino | Imagem: David Aranha)

No maximalismo, cores vibrantes como verdes e azuis se destacam, equilibradas por uma base sólida. As paredes podem ganhar papéis de parede ou pinturas artísticas, enquanto o piso pode ter tapetes com padrões. Móveis icônicos podem aparecer ao lado de peças mais contemporâneas. A iluminação também é pensada em camadas, valorizando as texturas e criando um ambiente acolhedor.

O valor do artesanal e da memória no maximalismo

Sala de jantar com mesa de madeira, cadeiras coloridas, tapete e aparadores distribuídos pelo ambiente
Objetos garimpados são destaques na decoração maximalista (Projeto: Camila Palladino | Imagem: Rogerio Cajui)

Essa abordagem também valoriza o que é feito à mão, destacando o que é único. Cerâmicas, esculturas e livros, além de objetos garimpados em viagens ou herdados da família, ganham destaque e trazem mais sentimento para o espaço. Segundo Camila Palladino, quando uma casa reflete a história de quem vive ali, ela se torna mais do que bonita; ela se torna verdadeira.

Identidade visual além das tendências

Sala de estar com sofá, poltrona, mesa lateral, instrumentos musicais e janela ao fundo
A decoração maximalista convida a apreciar a mistura e a estética (Projeto: Camila Palladino | Imagem: Rogerio Cajui)

A decoração maximalista não está ligada a modismos passageiro; ela se aproxima do atemporal. Isso acontece não por seguir tendências, mas por formar identidades visuais que são únicas. É um convite a olhar com atenção, a se misturar sem medo e a celebrar a estética no dia a dia. Esse é um luxo contemporâneo que reside na liberdade de ser, ver e sentir dentro de casa.

Por Bruna Rodrigues

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Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.