Hoje em dia, com a casa se destacando na rotina, a decoração maximalista se torna um manifesto sensorial. Esse estilo não segue regras fixas, mas valoriza a mistura de cores, texturas e referências pessoais. O resultado são ambientes que contam histórias e refletem a diversidade das personalidades. Inspirado pela liberdade criativa, o maximalismo é uma forma intensa e humana de viver, onde cada detalhe tem seu valor.
Esse estilo vai muito além de simplesmente acumular objetos. O maximalismo pede uma curadoria cuidadosa. Cada peça tem um propósito: obras de arte combinando com móveis de diferentes épocas, tecidos vibrantes convivendo com materiais refinados. Além disso, padrões podem se sobrepor, desde que respirem uma narrativa coesa. Nos espaços, é possível ver uma conversa visual rica, cheia de detalhes que se revelam a cada visita.
O maximalismo como tradução da identidade do morador

A arquiteta Camila Palladino define o maximalismo como um exercício de escuta e tradução. Para ela, não se trata de um acúmulo aleatório, mas de ter coragem para juntar referências, lembranças e desejos em uma composição harmônica. No trabalho dela, a combinação de estilos e a valorização dos gostos pessoais do morador são fundamentais na criação de ambientes autênticos.
Cores intensas, camadas e iluminação

No maximalismo, cores vibrantes como verdes e azuis se destacam, equilibradas por uma base sólida. As paredes podem ganhar papéis de parede ou pinturas artísticas, enquanto o piso pode ter tapetes com padrões. Móveis icônicos podem aparecer ao lado de peças mais contemporâneas. A iluminação também é pensada em camadas, valorizando as texturas e criando um ambiente acolhedor.
O valor do artesanal e da memória no maximalismo

Essa abordagem também valoriza o que é feito à mão, destacando o que é único. Cerâmicas, esculturas e livros, além de objetos garimpados em viagens ou herdados da família, ganham destaque e trazem mais sentimento para o espaço. Segundo Camila Palladino, quando uma casa reflete a história de quem vive ali, ela se torna mais do que bonita; ela se torna verdadeira.
Identidade visual além das tendências

A decoração maximalista não está ligada a modismos passageiro; ela se aproxima do atemporal. Isso acontece não por seguir tendências, mas por formar identidades visuais que são únicas. É um convite a olhar com atenção, a se misturar sem medo e a celebrar a estética no dia a dia. Esse é um luxo contemporâneo que reside na liberdade de ser, ver e sentir dentro de casa.
Por Bruna Rodrigues

