O ator Henri Castelli saiu do BBB 26 após ter uma crise convulsiva. Segundo a produção do programa, ele estava sob observação porque teve duas convulsões. Por recomendação dos médicos, foi necessário que ele deixasse o reality show.
Esse incidente trouxe de volta a atenção para um problema de saúde que pode afetar pessoas sem histórico neurológico. Especialistas ressaltam que a convulsão em si não é uma doença, mas um sintoma de várias causas. Isso pode surgir em qualquer pessoa. É importante sempre buscar uma avaliação médica correta.
Fatores como falta de sono, desidratação, jejum longo e estresse emocional podem desencadear uma crise, principalmente em pessoas que já têm predisposição. O médico Felipe Schimit, que coordena o Centro de Neurologia do Hospital Samaritano, explica que esses “gatilhos” podem mudar a atividade cerebral, causando descargas elétricas que levam à convulsão.
Risco de Repetição da Crise Convulsiva
A chance de ter uma segunda crise, quando não há causas conhecidas, é cerca de 50% em até dois anos. No entanto, crises causadas por fatores externos costumam ter menor chance de voltar. De qualquer forma, é crucial fazer acompanhamento médico para verificar se há causas mais sérias.
Como Agir Durante Uma Crise Convulsiva
A neurologista Carla Guariglia, do Hospital Samaritano, destaca a importância de proteger a pessoa durante a crise. Quando alguém cai, é fundamental garantir que a cabeça não sofra impactos severos. Além disso, logo após a crise, é comum que a pessoa tenha vômitos.
Nesse caso, é essencial virá-la levemente para o lado. Isso ajuda a evitar engasgos, já que a pessoa pode estar com a consciência afetada. Ao contrário do que muitos pensam, não devemos amarrar a língua ou colocar coisas na boca durante a convulsão. Esses atos são muito perigosos e podem causar ferimentos graves.
Como Proceder em Caso de Crise Convulsiva
Os especialistas orientam sobre como agir nessas situações:
- Proteja a pessoa: Afaste objetos que possam causar ferimentos e proteja a cabeça.
- Coloque de lado: Isso minimiza o risco de aspiração e melhora a respiração.
- Não coloque nada na boca: Evite qualquer objeto, pois isso pode resultar em ferimentos.
- Não tente conter a convulsão: Não force movimentos ou tente segurar os braços da pessoa.
- Observe a duração: Se a convulsão durar mais de alguns minutos ou se a recuperação for difícil, busque ajuda médica.
- Avaliação médica é vital: Mesmo que seja a primeira crise, é essencial investigar a causa e fazer acompanhamento.
- Fique atento aos gatilhos: Mantenha cuidado com a falta de sono, estresse, jejum prolongado e desidratação, já que isso pode favorecer novas crises.
Importância do Acompanhamento Médico
Após uma crise convulsiva, é fundamental buscar um médico para avaliar e entender o que aconteceu. O profissional pode indicar exames e o tratamento necessário. Isso ajuda a evitar novas crises e a garantir a saúde da pessoa a longo prazo.
Além disso, os familiares e amigos devem estar informados sobre como agir em caso de outra crise. Quanto mais conscientes e preparados estiverem, melhor será para ajudar a pessoa que passa por essa situação.
Conclusão
Entender o que são as convulsões e como agir em suas diferentes fases é essencial para garantir a segurança e a saúde daqueles que podem passar por esse desafio. Mudanças de hábitos, como cuidar do sono e controlar o estresse, podem ajudar muito a evitar novas crises.
Em resumo, a convulsão é um sintoma que merece atenção e cuidado. Com informação e acompanhamento médico, é possível abordar essa questão de forma mais eficaz e segura.
