Uma pesquisa feita pela ABESO, Merck Brasil e IPEC mostrou que 70% dos brasileiros já passaram por fome emocional. Essa sensação é comum e afeta bastante nossas escolhas na alimentação.

Dentre os entrevistados, 64% disseram que costumam comer mais quando estão ansiosos ou estressados. Outros 60% revelaram que, nessas situações, optam por chocolates, pizzas e outras comidas calóricas. Além disso, 66% admitiram ter desejos fortes por doces e frituras. Os dados foram coletados com mais de 2.500 pessoas e mostram como as emoções influenciam na hora de comer.

Ana Volpon, especialista em bem-estar, comenta que existe uma ligação direta entre os alimentos e as emoções. Um exemplo é o café, que pode nos deixar mais agitados ou até eufóricos. Os alimentos têm a capacidade de despertar lembranças e sentimentos através de seus cheiros, cores e sabores, impactando nosso bem-estar emocional.

Cada tipo de comida traz efeitos diferentes para o corpo e a mente. Por exemplo, a medicina ayurvédica fala sobre os doshas, que são combinações dos cinco elementos: terra, água, fogo, ar e espaço. Esses doshas se manifestam em três tipos de energia: Vata (ar e espaço), Pitta (fogo e água) e Kapha (terra e água). Todos nós temos uma combinação única desses doshas.

Os alimentos podem ser classificados conforme esses doshas. Os chamados alimentos sattvicos favorecem a harmonia e o equilíbrio, beneficiando tanto a saúde física quanto a mental. Já os alimentos rajásicos, que são processados e ricos em açúcar, podem causar agitação mental e sentimentos de ansiedade. Por fim, os alimentos tamásicos, que são pesados e gordurosos, podem nos deixar preguiçosos e com ganho de peso.

Sabendo disso, Ana Volpon destaca que entender o próprio dosha é muito importante. Isso ajuda a escolher alimentos que trarão mais benefícios para a saúde e promoverão emoções positivas. Ela sugere o uso de três plantas medicinais que são muito poderosas.

Uma delas é o coentro, que equilibra os três doshas: Vata, Pitta e Kapha. Para o dosha Vata, o coentro melhora a digestão e alivia gases e cólicas, proporcionando conforto. No caso do Pitta, suas propriedades refrescantes ajudam a acalmar a mente. E para o Kapha, ele estimula a digestão e combate a sensação de letargia e ganho de peso.

Outra planta é o cominho, que também ajuda a equilibrar Vata e Kapha. Ele melhora a digestão e alivia desconfortos abdominais. O cominho é conhecido por aquecer o corpo e aumentar a energia, o que é muito bom para combater a preguiça. Para o Pitta, seu uso deve ser moderado, pois pode aumentar o calor interno.

A erva-doce é a terceira plantinha da lista e é ótima para os três doshas. Ela ajuda na digestão, diminuindo inchaços e gases, um alívio e tanto. Suas propriedades anti-inflamatórias contribuem para um trato digestivo saudável, promovendo um bem-estar geral.

Para aproveitar todos os benefícios dessas plantas, Ana Volpon recomenda um chá tri-dosha. Esse chá é feito de forma simples e vai deixar o ambiente com um aroma bem gostoso. Veja como fazer!

### Receita de Chá Digestivo Natural Tri-Dosha

#### Ingredientes:
– 1 colher de sopa de sementes de coentro
– 1 colher de sopa de sementes de cominho
– 1 colher de sopa de sementes de erva-doce
– 1 litro de água filtrada ou natural

#### Modo de Preparo:
Em uma frigideira seca, aqueça as sementes de coentro, cominho e erva-doce em fogo médio por alguns minutos. Mexa sempre para liberar os aromas e óleos essenciais. Depois, coloque as sementes em uma panela com a água e leve ao fogo até ferver. Após ferver, desligue o fogo, tampe a panela e deixe descansar por alguns minutos. Coe o chá e sirva.

Com essas dicas sobre alimentos e plantas, fica mais fácil entender como o que comemos pode impactar nosso estado emocional. Essas pequenas mudanças podem trazer grandes benefícios para a saúde e bem-estar!

Agora, sempre que você sentir vontade de comer algo, pare e pense: isso realmente é fome ou estou lidando com minhas emoções? Ajustar a alimentação com consciência pode fazer toda a diferença na sua rotina.

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Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.