A malformação de orelha é uma alteração que já nasce com a pessoa e afeta a forma como a orelha se desenvolve. Isso pode variar desde mudanças pequenas até casos mais graves, como a microtia, onde a orelha pode estar incompleta ou até ausente. Essas condições são notadas logo que o bebê nasce, mas nem sempre isso traz problemas de saúde ou a necessidade de tratar na hora.

Muitas famílias que passam por isso se preocupam mais com a aparência da criança e como isso pode impactar sua vida social enquanto crescem. Por conta disso, o tratamento para malformações de orelha não é único; ele deve levar em conta aspectos médicos, emocionais e a fase da vida de quem está passando por isso.

Pesquisas mostram que é importante ter um cuidado redobrado ao tratar malformações. Um estudo analisou 246 crianças e descobriu que a moldagem das orelhas feitas nas primeiras semanas de vida teve uma taxa de sucesso de 92%. Isso mostra a relevância do diagnóstico e do acompanhamento adequado.

O estudo também ressalta que, além da questão estética e funcional, o apoio da família e acompanhamento psicológico são essenciais, principalmente quando a cirurgia não é necessária. Uma especialista nesse tema, com mais de 20 anos de experiencia, afirma que nem todas as crianças precisam operar logo de cara. Algumas ficam tranquilas com a aparência, especialmente quando têm o apoio da família e vivem em um ambiente acolhedor.

Ela também fala que é importante mesclar técnica e sensibilidade, buscando restaurar a função e a autoestima da criança, visando a qualidade de vida conforme ela vai se desenvolvendo. Se a criança deseja mudar a aparência da orelha, esse desejo pode aparecer ao longo do tempo.

Quando o desconforto emocional aparece, é preciso prestar atenção. Comentários de fora, dificuldade para fazer amigos ou a própria vontade da criança pode impactar a autoestima dela. Se houver sofrimento emocional, isso precisa ser analisado cuidadosamente. A cirurgia é uma escolha que deve ser feita no momento certo e pode ser deixada de lado se a criança estiver bem.

A decisão sobre realizar a intervenção deve respeitar o tempo da criança e sua vontade. A família deve oferecer muito amor, apoio e informações, sem pressa e sem pressão por resultados estéticos. O mais importante é que a escolha seja feita de forma consciente e tranquila, respeitando a singularidade e o ritmo da criança.

Existem várias possibilidades para tratar a malformação de orelha. O tratamento pode ser feito na infância quando a cartilagem ainda é flexível e os resultados são mais garantidos. No entanto, em outros casos, é melhor esperar o crescimento da criança para que uma possível reconstrução possa trazer um resultado mais harmônico.

O fato de não tratar imediatamente não significa que a criança esteja abandonada. Muitas pessoas vivem bem com as suas diferenças e se tornam adultas confiantes e satisfeitas com sua aparência. Durante esse processo, o apoio psicológico pode ser crucial, tanto para a criança quanto para os pais. O importante aqui é que isso vai além da aparência; trata-se de identidade.

O paciente precisa sentir que é visto e apoiado nesse momento. Para a especialista, o sucesso de qualquer tratamento não está só no resultado técnico, mas também na tranquilidade de quem teve a liberdade de escolher seu próprio caminho. Isso garante que a jornada da criança seja respeitada e atenciosa, estabelecendo um ambiente propício ao seu crescimento e bem-estar.

Assim, o tratamento de malformações na orelha envolve muitas nuances e deve ser guiado sempre pelas necessidades da criança e o apoio da família, criando um espaço onde ela possa se desenvolver de maneira saudável, tanto física quanto emocionalmente. O foco deve ser não apenas em corrigir uma aparência, mas em garantir que a criança se sinta valorizada e reconhecida em sua individualidade. De forma simples, o que importa é que se encontre o melhor caminho para cada pessoa, respeitando sempre quem ela é e suas emoções.

Por isso, é fundamental que o apoio da família e o acompanhamento profissional se tornem partes essenciais desse desafio. Cada criança responde de uma forma, e é essa singularidade que deve ser respeitada. Assim, com amor e atenção, é possível lidar com qualquer diferença da melhor maneira possível.

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Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.