No verão, o calor e o aumento da movimentação em praias e rodoviárias podem fazer com que as bactérias se multipliquem nos alimentos. Isso pode causar intoxicações alimentares, que trazem sintomas como vômitos, diarreia e febre. Em casos mais sérios, a pessoa pode precisar de hospitalização.

Camila Junqueira, nutricionista da Faculdade Anhanguera, alerta que certos alimentos vendidos em quiosques e lanchonetes devem ser evitados durante os dias quentes. A falta de refrigeração é um dos maiores perigos nesses lugares.

Alimentos que são manipulados muitas vezes, que precisam estar frios ou expostos ao ar, podem estragar rapidamente. Em quiosques com muita movimentação, manter a comida fresca se torna um desafio. Isso não é só uma preocupação móvel, mas um alerta importante!

Entre os alimentos com maior risco, estão os que têm maionese. Salpicão, sanduíches naturais e pastas frias podem se tornar perigosos caso não fiquem refrigerados. Maionese industrializada é mais segura, mas quando misturada com frango ou ovos e deixada fora da geladeira, é um convite para as bactérias. Em quiosques de praia e rodoviárias, é difícil garantir que a temperatura correta foi mantida.

Os frutos do mar também são problemáticos. Camarões e mariscos expostos ao sol podem se deteriorar rapidamente. O cheiro do mar pode esconder sinais de que o produto não está bom. Camarões e peixes estragam rápido no calor e podem causar intoxicações sérias.

Outro ponto crítico são os alimentos prontos que ficam expostos por muito tempo, como salgadinhos e pastéis. Esses salgados são frequentemente aquecidos várias vezes e podem desenvolver bactérias que resistem ao calor. Se o recheio é de carne, queijo ou frango e não foi armazenado corretamente, o risco só aumenta!

Sucos naturais e água de coco também merecem atenção especial. Muitas vezes, a higiene na preparação é negligenciada. A água do gelo pode estar contaminada, e frutas cortadas expostas em bandejas representam um perigo. Qualquer fruta já cortada e sem refrigeração deve ser evitada. O calor pode acelerar a fermentação e deixar o alimento perigoso para consumir.

Durante viagens longas, é melhor optar por alimentos industrializados em embalagem fechada, como biscoitos, castanhas e frutas inteiras. Sempre confira se a embalagem está intacta e verifique a data de validade. Em quiosques, escolha pratos feitos na hora, como grelhados ou milho cozido. Menos manipulação e mais calor significam menor risco!

Camila destaca que também é essencial observar o ambiente dos estabelecimentos. Se o lugar está sujo, utensílios não são bem higienizados e os alimentos estão expostos ao sol, é melhor evitar. A aparência da vitrine também é um indicativo; estufas com vapor ou comida ressecada são sinais de descuido.

No calor, os cuidados precisam ser redobrados. O verão não combina com alimentos arriscados. Evitar itens de alto risco e observar as práticas de higiene é fundamental para prevenir intoxicações que podem prejudicar as férias.

Para garantir um verão seguro e agradável, aqui vão algumas dicas rápidas. Evite os alimentos que possam estragar facilmente e fique de olho na limpeza do lugar onde você está comendo. Dê preferência a alimentos frescos e preparados na hora. Não esqueça de se hidratar, mas só escolha bebidas de locais onde a higiene é uma preocupação.

Escolher bem o que comer no verão pode fazer toda a diferença entre um passeio legal e um dia que você gostaria de esquecer. Todo mundo quer aproveitar a praia ou a estrada sem lidar com problemas de saúde, não é mesmo? Portanto, mantenha a atenção redobrada e cuide da sua alimentação.

Em resumo, procure sempre saber como e onde a comida é preparada. Mantenha uma dieta equilibrada e escolha opções que garantam sua saúde. Boas férias a todos, e que o verão seja recheado de boas lembranças e momentos felizes!

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Formada em letras pela UNICURITIBA, Cristina Leroy começou trabalhando na biblioteca da faculdade como uma das estagiárias sênior. Trabalhou como revisora numa grande editora em São Paulo, onde cuidava da parte de curadoria de obras que seriam traduzidas/escritas. A 4 Anos decidiu largar e se dedicar a escrever em seu blog e sites especializados.